sábado, 18 de janeiro de 2014
Reflexão
Pau, corda, terra, sangue, suor e seiva. O que é o sertão? Existe o sertão no velho mundo? O índio é um sertanejo? São costumes ocidentais nos trópicos? A exaustão do homem pela “limpeza” de um terreno que sempre volta a se sujar de plantas vigorosas, animais astutos e pestes atéias, que nunca estiveram no Egito. Essa labuta sai em belo gemido que se perde na solidão. Os templos estão além mar, mas os sinos ainda batem nas têmporas e enrijecem os valores, imunes as intempéries tropicais. Os valores escritos em pedra fria são carregados no lombo queimado de sol. E sim, esse lombo sente, sofre, se esgota, e irá tombar como tantos outros. Porém a procissão não irá parar, haverá outro para carregar a pedra. “Quando passou por aqui, abriram uma picada no mato, depois alargaram o caminho e botaram piche. Agora viro isso, tem nem mais como travessa.”
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O caboco!
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