quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Neste final de semana tem folia Peabiru em Curitiba!

01/02 às 20h
Villa Bambu Cantina
Endereço: Trajano Reis, 58 - São Francisco, Curitiba - Paraná, 80510-220
Telefone: (41) 3324-9514

*01/02 às 23h30
Sociedade Opertária Beneficiente 13 de Maio
Rua Desembargador Clotário Portugal, 274 -  Curitiba - Paraná, 80410-220
Telefone: (41) 9198-6607

02/02 às 20h
Old's Pub
Endereço: R. Paula Gomes, 405 - São Francisco, Curitiba - Paraná, 80510-070
Telefone:(41) 3232-3742
http://oldspub.blogspot.com.br
(Abertura do local às 19h, com início da apresentação às 20h.)


Evento no FACEBOOK:
https://www.facebook.com/events/1400409710213275/

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Encontro entre Peabiru's

en.con.tro: s.m. Ato ou efeito de encontrar.
Casual posição face a face com uma pessoa ou coisa. Colisão de dois corpos: encontro de veículos. Combate imprevisto entre duas tropas em marcha. Competição esportiva. Luta. Duelo.
Confluência de rios. Achado. Ponto de articulação das asas das aves com o rádio e o cúbito.
Encontro de contas, acerto.
loc. prep. Ao encontro de, à procura de, a favor de.
loc. prep. De encontro a, contra, em oposição a.


         Encontros de significados que nos encontram, estabelecem e modificam. Desses encontros ocorridos em nosso pequeno tempo de vida um deles, agora, vai além da lembrança para se fixar na memória do papel (digital).
         O texto presente na Revista Peabiru da UNILA | Universidade Federal da Integração Latino-Americana foi escrito à partir da apresentação de nosso trabalho, 'Aquilo era só índio e bicho, lá no fundo do sertão', na Lagoa da Conceição, no final do ano passado:


         O PeabiruTeatro agradece à equipe da Revista Peabiru, principalmente a coordenadora pedagógica Débora Cota, que presenciou o trabalho em Florianópolis e escreveu o texto.
 A revista saiu às vésperas do início da caravana, deve ser bom sinal. Que os caminhos entre esses Peabiru's se cruzem logo mais, desta vez, em Foz do Iguaçu.

2ª Feira do Cacar-Eco

         Das ideias e vontades que um dia pareciam tão próximas, distante foram ficando, agora, ressurgem. Não temos como prever o imprevisto, e sim aproveitar os momentos com aquilo que se tem. Mas que na maioria da vezes passam desapercebidos. Di-la-ta!
         A construção do nosso trabalho começou e e assim permanece: construindo e des-continuando os caminhos. Durante a nossa última apresentação em Florianópolis, que a emergência foi atendida. Realizada pela CuCa De Ideias Biblioteca, a 2ª Feira do Cacar-Eco, que aconteceu domingo, 19, nas Areias do Campeche foi o espaço consagrado para colocar em prática a nossa ideia de oficina com o Povo antes da Folia. No caso, entre prosas e viola emergiu uma mini-oficina com pessoas da própria comunidade, lá passamos as músicas do nosso cortejo, melodia e letras.
         Iniciando o cortejo do setor de hortifruti de um supermercado local, junto aos `novos foliões` seguimos pelos corredores de mercadorias, até chegar aos caixas. Convidando os clientes para a nossa Folia, realizada do outro lado da rua.
           Entre erros e acertos, este início, como aconteceu foi um grande erro acertado. A oficina foi de tamanha importância para nós. Ampliando o nosso olhar sobre o trabalho, e suas multi possibilidades de existir. Estar atento ao que está ali, em espera, compartilhar o momento não só durante as brincadeiras, mas fazer de outro o nosso companheiro de cena, ara!
           Agradecemos ao Mc Cacau e Tereza pelo cortejo de cordas. E a Nanci e Claudia que levam lindamente este projeto da Biblioteca comunitária no bairro das Areias e da Feira. Obrigado pelo convite meninas! Ações de resistência como esta que admiramos e desejamos ad infinitum,  a fim de se tornar mais forte e consistência. Vida longa ao CuCa De Ideias!

Hasta povaréu!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Reflexão

Pau, corda, terra, sangue, suor e seiva. O que é o sertão? Existe o sertão no velho mundo? O índio é um sertanejo? São costumes ocidentais nos trópicos? A exaustão do homem pela “limpeza” de um terreno que sempre volta a se sujar de plantas vigorosas, animais astutos e pestes atéias, que nunca estiveram no Egito. Essa labuta sai em belo gemido que se perde na solidão. Os templos estão além mar, mas os sinos ainda batem nas têmporas e enrijecem os valores, imunes as intempéries tropicais. Os valores escritos em pedra fria são carregados no lombo queimado de sol. E sim, esse lombo sente, sofre, se esgota, e irá tombar como tantos outros. Porém a procissão não irá parar, haverá outro para carregar a pedra. “Quando passou por aqui, abriram uma picada no mato, depois alargaram o caminho e botaram piche. Agora viro isso, tem nem mais como travessa.”   

Apresentação na Bodega Cultural

      

        A nossa primeira apresentação em espaço fechado ocorreu no dia 16/01, na Bodega Cultural. Fomos muito bem recebidos pela Mariah e pelo Cris, além de ter rolado um diálogo massa com a banda JãoBalaio. Assim essa noite foi fluída, havendo uma boa combinação de teatro e música. Valeu pessoal!
      O espaço pequeno nos permitiu transbordá-lo com cantos e brincadeiras. A piraíba puxou forte como nunca e fez o Joãod’orgulho passar trabalho. O rio Itararé corria com águas dançantes e brincalhonas. Entre os brincalhões e as brincalhonas, havia muitos rostos desconhecidos, fato que muito nos agrada por enriquecer o encontro. Mas lá também estavam rostos conhecidos de nossos amigos, trazendo seus últimos desejos de boa viajem para a embarcação peabiruteatro.
       

      Ficamos muito felizes de receber o retorno positivo da Thais Carli e da Nathalie Soler. Pessoas do teatro que admiramos muito. Isso ai galera, em breve mais informações de nossas peripécias.

*Registros realizados pelo pessoal da Bodega podem ser vistas pelo link no Facebook: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.577985052293998.1073741834.535660979859739&type=1


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Brincantes

       Olá pessoal! Na sexta feira dia 10/01, nossa peça se transformou numa folia. Depois de nossa apresentação na feira da lagoa, nos encontramos com Rodrigo Benza em um sítio na Costa de Dentro, local inspirador para nosso processo, com uma linda floresta de árvores de grande porte, nos transportando à um passado remoto de nossa ilha. Passado cada vez mais distante com o novo plano diretor de Florianópolis, mas vamos deixar o plano para outra conversa. Nesse encontro com Rodrigo, refletimos sobre nossas apresentações e percebemos que nelas haviam muitos dispositivos para brincadeiras que não estavam sendo acionados. Brincadeiras que possibilitariam uma interação nossa com o público a ponto de nos fundirmos, quebrando a tradicional divisória "palco plateia".
       Então mãos a obra. Começamos a pensar como acionar esses dispositivos e descortinamos um caminho para o acontecimento da brincadeira. Mas como saber se esse caminho funcionaria mesmo? Como ensaiar uma brincadeira com o público sem o público? Impossível! Então decidimos que nosso ensaio seria em nosso encontro com o público, no dia 10/01, no hostel do trevo da armação. Frio na barriga perante ao inesperado, modificações, transformações, o novo nos aguardava, mas o pensamento claro de que lidar com isso é a nossa busca.
        Iniciamos nosso cortejo na frente da Igreja da Armação. Fomos caminhando e cantando com mais pessoas que formavam nosso cortejo. Entrávamos em estabelecimentos comerciais, cantávamos causando dúvida nos fregueses, turistas dos mais diversos lugares. Seguindo o cortejo, chegamos ao Hostel do trevo da armação. Lá estava acontecendo uma festa, quando chegamos o som enlatado foi desligado, cantamos e demos continuidade a apresentação. Nesta noite testamos muitas coisas que antes estavam em anotações de papel ou em nossas cabeças. Saímos de nossa zona de conforto em direção a surpresa. E que bela surpresa!! As brincadeiras funcionaram, "palco e plateia" juntos numa confusão só. Foi um encontro intenso que rendeu fortes aplausos, que não eram apenas para nós, mas para todos, para o encontro! Depois do dia 10/01 nossa apresentação tomou cara de folia, nossa folia!
          
             Ó povo dessa rua,
             Que recebe esse teatro!
             Venha ver nossa folia.
             Partilhada nesse dia!

             Lembrando que dia 16/01 nos apresentaremos na Bodega Cultural, na Lagoa da Conceição. https://www.facebook.com/bodegaculturalfloripa?fref=ts

Contruindo no caminho

         Olá leitoras! No domingo dia 05/01, apresentamos "Aquilo era só índio e bicho lá no fundo do Sertão", na feirinha da lagoa. Nesse encontro, ficamos muito felizes por grande amigos estarem presentes. Essa presença nos passa muito carinho e conforto, mas não devemos nos acostumar, pois nossa escolha pela rua muito se deu pelo desejo do encontro com um público aleatório. Também nessa apresentação nos alegrou a presença das crianças que esteve com nós durante todo o espetáculo, mostrando que foram cativadas. Isso tem especial importância por as crianças serem sinceras e não medem suas opiniões antes de expô-las.
           Mas nem tudo são flores, pelo menos a primeira vista. Durante nossa apresentação estava havendo um ensaio de escola de samba!! Vejam só, um belo teste, é difícil pensar em algo mais desafiador que isso para nossa vozes. Porém com muito apoio diafragmático, técnica vocal, conseguimos desenrolar nosso ritual. Essa apresentação nos rendeu um bom retorno do público e foi, para nós, nossa melhor apresentação.       
            Cabe relatar um fato aqui. O início de nossa apresentação tem a forma de um cortejo. Quando passávamos em cortejo pela frente da casa de um senhora, ela pediu para que entrássemos para tomar café e comer biscoitos. Entramos, cantamos e comemos, depois nos despedimos e seguimos para nossa apresentação. A senhora nos havia confundido com um Terno de Reis!! Excelente sinal, pois no processo desse trabalho bebemos muito das manifestações populares. Até mais leitoras.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A viagem já começou


Senhores e senhoras
Lhes peço sua atenção
Pequeno tempo de vida
Para uma grande questão
O mundo é bom ou ruim
Essa é a interrogação


Realizamos no dia 29 de dezembro de 2013, mais uma apresentação da peça-brincante Aquilo era só índio e bicho, lá no fundo do sertão, dessa vez no bairro da Armação do Pântano do Sul em Florianópolis.

O espaço da brincadeira: um deck com o fundo da praia os barcos dos pescadores. Banhistas, turistas e  moradores locais passavam e paravam em meio à nossa festa. Porém tecnicamente este espaço impediu um maior aproveitamento por parte nossa e dos espectadores, no caso, vocal. Apesar do nosso esforço, o público que presenciava da parte de cima da escada era impedido algumas vezes por rupturas sonoras da rua.
O bairro da Armação não dispõe, além da praia é claro, nenhum espaço público, como uma praça, onde a nosso trabalho poderia ser mais bem aproveitado. Em vez disso uma praça-rótula localizada em frente da igreja só serve para estacionamento de carros e retorno do transporte público.
Antes desse dia, realizamos duas apresentações no centro de Florianópolis, sendo a última na sexta-feira, dia 20, na Praça XV.

Estar na rua, não há ensaio. A partir do momento que você está é realizar daquele momento um só. Transeuntes passam, param, se espantam, se alegram, se chateiam. Apresentar é brincar, perceber, sentir, estar.
Nosso próximo encontro na rua será no domingo, 05, as 19h30 na praça da Lagoa da Conceição. Está feito o convite!

Segue alguns registros realizados por Juliana Campos na Armação do Pântano do Sul: